Em entrevista a um jornal alemão, Howard Stringer diz que a joint venture não tem a agilidade exigida pela era digital.
A joint venture entre a Sony e a Ericsson para a área de celulares precisa encontrar o caminho do sucesso ou os sócios precisarão repensar o negócio. A posição é do CEO da Sony, Howard Stringer, em entrevista ao jornal alemão Die Welt, na qual expressa preocupação quanto ao futuro da sociedade. Ele reconheceu que as duas companhias estão empenhadas em encontrar uma solução para a Sony Ericsson, mas admitiu que é difícil ser ágil, como exige o mercado, em uma relação que envolve duas companhias. “Um dos mais importantes atributos na era digital é ser ágil e é difícil ser tão ágil em um joint venture quanto se é na própria companhia, porque você está sempre engajado em discussões e negociações”, disse ele.
Stringer admite que este ano está sendo particularmente difícil para a Sony Ericsson e reconhece que comprar a parte dos sócios não é uma tarefa fácil. Ele desconversa quando perguntado se as duas empresas negociam o fim da joint venture, mas diz que é preciso encontrar uma saída.
A Sony Ericsson atravessa um período difícil. A empresa perdeu a quarta posição no ranking de fabricantes para a LG e registrou no segundo trimestre uma queda de 97% no lucro. A companhia estabeleceu um plano de recuperação da rentabilidade que inclui, entre outros aspectos, o corte de 2 mil funcionários. A parceria foi firmada em 2001 com o objetivo de unir a expertise da Sony em produtos de consumo com a liderança da Ericsson no mercado de telecomunicações.
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